A área da educação é uma das áreas em que mais pesquisas e estudos são propostos para que se possa atingir o máximo de excelência.
Muitos educadores famosos como Montessori, Piaget e tantos outros há muitos anos atrás já sonhavam em conseguir atingir uma excelência que permitisse aos alunos, crianças e jovens o máximo de ferramentas pedagógicas, emocionais, intelectuais, sociais e, em todos esses estudos e propostas educacionais promover a autonomia do aluno e fazer com que ele fosse também, além do professor o mentor de seu processo de aprendizagem e formação como pessoa sempre foram objetivos prioritários nesses estudos e pesquisas.
O processo educacional foi mudando aos poucos, tivemos muitos ganhos mas também muitos problemas e falhas. Não é fácil trazer para dentro da escola o equilíbrio que possa manter o aluno com essa autonomia desejada, agente do processo educacional mas também agindo dentro de um processo disciplinar tão necessário para que tudo isso ocorra.
Temos, principalmente em países que não priorizam a educação problemas físicos, profissionais sem formação ideal, desconhecimento sobre disciplina e muitos outros problemas que aqui em nosso país impedem que a qualidade das nossas escolas públicas melhore efetivamente. Propostas pedagógicas inadequadas, má formação profissional, verbas desviadas, enfim, inúmeros motivos para estarmos com essa qualidade ainda tão ruim em nossa educação.
Ai vem a proposta de tornar algumas escolas com formação militar, mais uma vez sem preparo, sem objetivos claramente definidos, sem ouvir a opinião dos educadores e sem conhecimentos pedagógicos e de formação disciplinar e emocional para trabalhar com alunos de várias faixas etárias.
Primeira pergunta: os nossos alunos, adolescentes e jovens se enquadrariam num sistema militar de disciplina? O que uma imposição como essa poderia causar no funcionamento das escolas? A educação recebida por esses alunos em casa estaria em harmonia com uma educação militar nas escolas?
A colocação de regras e limites numa escola independe de um sistema militar imposto de alguma forma. Educação não pode ser atemporal e deve ser de acordo com o que o aluno vive no seu tempo. Uma educação militar vem de encontro ao tempo em que nossos alunos estão vivendo? Mesmo que, a disciplina nas escola esteja péssima não seria necessariamente a presença de militares despreparados pedagogicamente que resolveria o problema. Acredito que criaria problemas ainda mais sérios com revolta de alunos.
A questão disciplinar na escola e isso passa também pela violência e bulliyng requer um trabalho de equipe muito bem elaborado e também passa pela obrigatoriedade no currículo, desde a educação infantil de disciplinas e formação sócio emocional de crianças, adolescente e jovens. É preciso incluir a alfabetização emocional como disciplina obrigatória nas escolas.
A presença de militares regendo o trabalho de escolas não acrescentaria nada para melhorar a qualidade da nossa educação. Tem que oferecer condições de preparo melhor de professores, educadores, valorização maior da profissão , priorização total da educação como único meio de melhorar o nosso país.
Pergunta que não quer calar: estão os militares preparados para conduzir a nossa educação? Será que ainda paira no ar que militares conseguem impor uma disciplina mais rígida e isso mudaria a qualidade da educação?
Não é a rigidez na disciplina tirando a autonomia do aluno que vai mudar esse quadro.
Para mudar a qualidade da nossa educação um regime militar nas escolas não seria a melhor opção!

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