Quando somos jovens e optamos por ter filhos, em nossa cabeça esses filhos estarão ao nosso lado para sempre! Diante da dependência de filhos pequenos e cuidados  que temos que dispensar a essas crianças tão indefesas nos sentimos eternos em suas vidas e achamos também que, para eles temos uma importância enorme e por um bom tempo as coisas realmente funcionam assim. Nós pais desempenhando nosso papel de cuidadores e provedores e os filhos em seus papeis de receptores de todo esse cuidado e carinho.

Mas, tudo isso tem prazo de validade. Filhos crescem e voam! E nosso papel como  pais é exatamente dar-lhes as condições necessárias para que voem e se desliguem gradativamente dos nossos cuidados. E essa hora chega. E dói! Sentir que os filhos aos poucos vão se distanciando da nossa vida é um processo dolorido. Vamos  aos poucos percebendo que estão ficando autônomos em suas atitudes e decisões. Já não precisamos mais segurá-los pelas mãos para atravessar ruas, não dependem mais de nós para saírem de casa, já escolhem seus amigos e aos poucos vai se aproximando o momento  em que vão sair de nossa casa, de nossas vistas e vão passar a decidir suas vidas sozinhos. E ai, mesmo que tenhamos mais de um filho ficaremos sozinhos numa casa em que antes éramos muitos. E como é dolorido e difícil esse processo! Por mais que tentemos entender que as separação é física e não afetiva e emocional o processo é dolorido. Não poder falar com um filho todos os dias, não poder compartilhar nossas dores e também as deles, não poder fazer ou receber um carinho é  sempre muito difícil! E mesmo com toda tecnologia disponível isso muda quando não estamos mais juntos.

Quando o ninho fica vazio também se esvaziam  os nossos corações. Conseguimos entender sim todo o processo e que todos passam por isso mas essa compreensão não diminui a dor dessa separação e desse vazio! Muitos pais, especialmente  mulheres passam por um processo de depressão sério decorrente da chamada síndrome do ninho vazio.  O que fazer quando esse momento chega? Precisamos nos conscientizar que, se esse momento chegou é porque desempenhamos adequadamente a nossa  função de pais. Se nossos filhos conseguem estar independentes e vivendo suas próprias vidas é porque lhes demos condições para isso. Temos que buscar agora objetivos que preencham nossa vida de outra forma. O amor pelos filhos continuará sempre o mesmo mas eles estarão em outros momentos de suas vidas e como pais nos cabe entender , valorizar e estimular essa independência! Mas dói!

                 Varuna Viotti Victoria- pedagoga- orientadora educacional –

                 e-mail: viottivictoria @yahoo.com.br

                 Blog: artedeeducar.com: para acesso a textos meus e para conhecer melhor o meu trabalho   

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